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A equipe da AlfaSol e a articulação por trás dos Programas

Quando se fala em um projeto de alfabetização de jovens e adultos ou educação profissional, a maioria das pessoas tem bem claro consigo o desafio enfrentado pelos educadores em sala de aula, a tarefa de despertar a atenção dos educandos, entender suas necessidades e anseios para encontrarem, juntos, o caminho para construção do conhecimento, porém, pouca gente tem ideia de que, para chegar a essa etapa, o desafio começa muito antes do início das aulas.

 

Para garantir que esses programas sejam implementados com sucesso, logo após firmar uma parceria de novos projetos, a equipe da AlfaSol começa um intenso trabalho organizacional em torno das demandas necessárias para estruturar o melhor ambiente de aprendizagem. Esse processo dura em média dois meses.

 

O primeiro passo é mapear, nas comunidades onde o projeto será realizado, entidades parceiras que já trabalhem com o público a ser atendido. “Para estabelecer as parcerias com as associações, não é somente a estrutura física que avaliamos; analisamos todo o contexto da existência da instituição e sua identificação com o processo de desenvolvimento social da comunidade, bem como sua concepção de educação, envolvendo o mundo do trabalho e a geração de renda”, explica a diretora da AlfaSol, Maristela Miranda Barbara.

 

Essa etapa é de suma importância e exige um intenso trabalho de articulação com as associações da região, de maneira a firmar as parcerias necessárias para a composição de turmas. “O cenário ideal é conseguir estabelecer duas turmas por associação, porém, nem sempre é possível; às vezes uma entidade não tem salas disponíveis e outra tem mais espaço. Então vamos nos adaptando à realidade que se apresenta”, comenta o coordenador das turmas de Turismo do Educação Profissional, Misael Goyos de Oliveira.

 

Em paralelo a esse processo junto às associações, dá-se início também a seleção dos educadores, que prioritariamente devem residir na região onde as aulas serão ministradas. Esse trabalho fica por conta da coordenação local, que conduz todo o processo de contratação dos educadores.

 

Como os programas da AlfaSol vêm sendo realizados há algum tempo, em diversas regiões, já existe uma rede de educadores que conhecem e/ou trabalharam os projetos; somado a isso, eventualmente, as próprias associações parceiras recomendam profissionais com o perfil para o curso. “Depois da mobilização dos alunos e da seleção dos educadores, há um período dedicado à formação da equipe, que tem como objetivo a integração dos educadores e a apropriação da metodologia de ensino adotada pela AlfaSol”, destaca Misael. Após o início das aulas, as formações acontecem semanalmente, para tratar dos processos e das questões que surgirem conforme o andamento do curso.

 

A mobilização dos alunos é realizada concomitantemente a todo o processo de desenvolvimento das ações de estruturação dos projetos. Muitas vezes, ao contrário do que pode parecer, mesmo com a gratuidade do curso, formar as turmas não é das tarefas mais fáceis. Entender o perfil de cada região e conhecer o público a ser atendido é fundamental, uma vez que sem isso é impossível estruturar um projeto que dialogue com as características da comunidade e com a demanda existente.

Na etapa inicial do projeto, o trabalho em equipe e o envolvimento dos educadores são de suma importância para o processo de apresentação do curso à comunidade e a aproximação com os moradores. “Nos lugares onde a associação parceira não tem tanta força comunitária, mas entendemos ser importante abrir turma, a mobilização dos alunos fica quase que somente por nossa conta, e o envolvimento de todos é fundamental nessa hora”, esclarece Misael. “Quando há necessidade, fazemos mutirão com todos os educadores e saímos em busca de jovens, visitando as casas, estabelecimentos comerciais, distribuindo folhetos, falando sobre o programa”, diz.

 

Todo trabalho realizado pela equipe instalada na região onde o projeto será implementado tem o suporte dos profissionais que ficam na sede da AlfaSol, em São Paulo, que mantém contato diário com a coordenação, para assisti-los no que for necessário para o êxito da mobilização. “Precisávamos, por exemplo, de materiais de divulgação do curso para espalharmos aqui pelo bairro e convocar os alunos. A gente apresenta demanda, eles produzem e nos enviam, é assim que funciona, mesmo à distância, trabalhamos em equipe”, conta Misael.

 

Até o final do semestre, o programa educação profissional abrirá 10 turmas de turismo, com o apoio do Grand Hyatt Hotel, e deve atender cerca de 200 alunos, de 15 a 24 anos, moradores da zona norte do Rio de Janeiro.
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